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Vírus misterioso atinge computadores do Irã e reacende alerta sobre a ameaça dos ciberataques
Data 02/10/2010 14:54  Autor Thiago Chaves-Scarelli - uol notícias  Vezes 436  Idioma Global


Durante mais de um ano, um vírus desconhecido se espalhou por dezenas de milhares de computadores iranianos sem ser percebido. Com um raro grau de complexidade, o “Stuxnet” foi identificado em julho passado, mas até agora não se sabe qual o seu objetivo, nem quem é o responsável por sua programação. Mas aquilo que os analistas já descobriram é suficiente para lançar um alerta de que o mundo está diante de uma ameaça com potencial para destruir usinas atômicas ou derrubar o sistema financeiro. Neste sábado (2), o Irã disse que deteve "um grupo de espiões nucleares" que trabalhavam para atacar as centrais iranianas por meio da internet.

Um detalhe que torna o Stuxnet especialmente perigoso é que ele foi programado para mirar sistemas industriais. Ou seja, softwares semelhantes aos que controlam, por exemplo, usinas atômicas.

Como atua o Stuxnet?

Este vírus, até onde sabemos, explora pelo menos quatro tipos diferentes de vulnerabilidades no sistema Windows (que oficialmente já foram resolvidas pela companhia), em especial uma brecha relacionada à autoexecução de drivers removíveis, como drivers USBs. Para operar sem ser notado, o malware traz consigo dois certificados digitais de autenticidade roubados e esconde suas pegadas por onde passa. Uma vez dentro do sistema, ele pode modificar o código que controla as operações e comandos daquele software.

O caso ganhou repercussão no campo da estratégia geopolítica porque pelo menos 60% das infecções confirmadas estão em computadores do Irã, um país que enfrenta sanções internacionais por não atender às exigências da Agência Internacional de Energia Atômica quanto à transparência de seu programa nuclear.

“Stuxnet despertou muita atenção entre pesquisadores e na mídia recentemente. Há uma boa razão para isso. Stuxnet é uma das mais complexas ameaças que nós já analisamos”, afirma um relatório da empresa de segurança Symantec divulgado há alguns dias.

Para o analista alemão Ralph Langner – o primeiro a alertar para a ameaça do Stuxnet – existem diversos indícios de que esse vírus seja de fato uma “sabotagem” intencionada, a cargo de uma organização poderosa.

“O ataque combina uma quantidade imensa de habilidades”, publicou o analista em seu site há duas semanas. “Isso foi montado por um time com os mais qualificados especialistas, envolvendo expertise específica em controle de sistemas. Isso não é só um hacker sentado no porão da casa dos pais. Para mim, parece que os recursos necessários para realizar esse ataque apontam para um Estado nação”.

Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias, Langner confirmou que há elementos para crer que o ataque tenha como alvo a usina nuclear iraniana de Bushehr. “Há meses eu estava esperando que uma coisa como o Stuxnet atingisse Bushehr”, afirmou.

Em seu site, Langner especula que a usina é um alvo importante, sem a proteção proporcional, e que enfrentou problemas técnicos recentemente.

Estamos diante de um possível novo tipo de guerra moderna? “Sim. E muito mais. Iremos presenciar atividades de hackers, crime organizado e ciberterrorismo em uma nova dimensão”, afirmou o analista ao UOL Notícias

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